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A DANÇA ISRAELENSE
A dança em Israel surgiu como uma fusão entre estilos de dança judaico e não judaico de diversas partes do mundo. Enquanto em outros países a dança é estimulada para preservar velhas tradições rurais, em Israel é uma arte recém desenvolvida, que vem evoluindo desde os anos 40, baseada em fontes históricas e modernas. Inspira-se também na bíblia e em estilos de danças contemporâneas. Os pioneiros que trocaram a vida urbana da Europa Oriental pela vida rural em um ambiente coletivo trouxeram com eles danças que foram adaptadas à nova situação.
A dança popular é aquela que o povo cria para o povo, e que consequentemente uma parte considerável da população dança.
Os estudiosos do folclore costumam definir o processo de criação em uma cultura popular, como um processo coletivo anônimo e desconhecido, de que se pode deduzir que as danças populares se formaram no passado seguindo o mesmo caminho.
Em uma sociedade algum membro se destaca, encontra novos movimentos expressivos e cria uma nova dança. Numa ocasião qualquer ele a apresenta à sociedade e esta o imita. Se a dança agrada a maioria ela é aceita e anexada ao resto das danças anteriormente aceitas. Com o passar dos anos a dança passará a fazer parte da tradição, sendo conservada durante muitos anos.
Assim começou o processo de criação das danças israelenses, em aldeias, moshavim(1) e principalmente, kibutzim(2). As danças eram criadas através de movimentos baseados no trabalho da terra, nos pastores e eram dançadas em diferentes ocasiões.
Esse processo começou a ser centralizado. Alguns pioneiros como Gurit Kadman, acreditando na força das danças populares, iniciaram um movimento que buscava os tesouros do folclore das tribos de Israel e das minorias étnicas, como também estimulava a criação, numa relação entre o passado e o presente. O especialista internacional de danças folclóricas, Rick Holden, escreveu comentando o porque da empresa das danças folclóricas israelenses ser a mais desenvolvida do mundo: "por seu ímpeto, sua organização e seu valor numérico em relação à população que dança."
O momento decisivo no desenvolvimento da dança folclórica ocorreu no Primeiro Festival de Dança Folclórica, 1944, realizado no kibutz Dália, quando se constatou que não havia danças locais que refletissem a ideologia de um povo retornando à sua própria terra. Seguiu-se um entusiasmo geral pela dança. Criou-se de um estilo de dança multifacetado, caracterizado por uma combinação de estilos e fontes, que incorpora motivos de danças tradicionais judaicas da diáspora e tradições locais, incluindo a "debka árabe" e elementos de dança que vão do jazz a ritmos latino-americanos até a cadência típica de vários países mediterrâneos.
Como mencionado anteriormente, no ano de 1944 começou a nascer o movimento dos Rikudei Am em Israel. Para Gurit Kadman a dança folclórica é uma possibilidade de expressão direta e simples na qual pode participar todo o povo. Com a criação do movimento da dança folclórica israelense, ela encontrou seu caminho e seu sonho era ver os intelectuais, com suas testas franzidas, unidos a uma grande roda de dançarinos.
Ela sabia organizar e convencer a outros da importância da dança popular. Sua personalidade atraiu todas as forças que estavam dispersas por todo o país, em especial em kibutzim e o trabalho começou: a busca de raízes folclóricas das tribos de Israel e das minorias, a tentativa de criar danças originais, sem entrar na discussão sobre sua autenticidade, já que a dança popular é um acontecimento para o povo judeu.
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(1) MOSHAV (no plural = MOSHAVIM) É uma aldeia agrícola onde cada família é proprietária de sua casa e de seu campo. Originalmente, a cooperação se estendia à aquisição e comercialização, mas atualmente os membros dos moshavim optaram por maior autonomia.
(2) KIBUTZ (no plural = KIBUTZIM) É uma unidade sócio-econômica autônoma, na qual as decisões são tomadas pela assembléia geral de seus membros, sendo os bens e os meios de produção de propriedade coletiva. Os membros trabalham nos vários setores da economia do kibutz; tarefas de rotina, como no refeitório e cozinha são cumpridas em rodízio. O kibutz atende a todas as necessidades de seus membros, e deles exige responsabilidade e dedicação à comunidade. Sendo tradicionalmente a espinha dorsal da agricultura de Israel, os kibutzim tem se dedicado também à indústria, turismo e prestação de serviços. Após passar por várias transformações desde seus primórdios pioneiros, o kibutz, embora lutando por manter seu estilo de vida original, vem procurando todos os meios viáveis de enfrentar os desafios da vida moderna na era tecnológica.
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